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dc.creatorPEREIRA, Dulce Maria-
dc.creator.Latteshttp://lattes.cnpq.br/9647655344723115por
dc.contributor.advisor1CARDOSO, Alírio Carvalho-
dc.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/8493508944117492por
dc.contributor.advisor-co1FUH, Divine-
dc.contributor.advisor-co1Latteshttps://scholar.google.com/citations?user=16k7tx4AAAAJ&hl=enpor
dc.contributor.referee1CARDOSO, Alírio Carvalho-
dc.contributor.referee1Latteshttp://lattes.cnpq.br/8493508944117492por
dc.contributor.referee2FUH, Divine-
dc.contributor.referee2Latteshttps://scholar.google.com/citations?user=16k7tx4AAAAJ&hl=enpor
dc.contributor.referee3SAIDEL, Evandro Marcos-
dc.contributor.referee3Latteshttp://lattes.cnpq.br/1513305763913243por
dc.contributor.referee4DINIZ, Kassandra da Silva-
dc.contributor.referee4Latteshttp://lattes.cnpq.br/0749138625162130por
dc.contributor.referee5TORRES, Katya Regina Insaguirre-
dc.contributor.referee5Latteshttp://lattes.cnpq.br/7659948370315258por
dc.date.accessioned2026-08-21T18:50:50Z-
dc.date.issued2026-07-03-
dc.identifier.citationPEREIRA, Dulce Maria. História Ambiental e Desastres em Duas Nações Atlânticas: Conexões, Transnacionais e Mineração na África do Sul e no Brasil. 2026. 591 f. Tese( Programa de Pós-graduação em História/CCH) - Universidade Federal do Maranhão, São Luís, 2026.por
dc.identifier.urihttps://tedebc.ufma.br/jspui/handle/tede/7183-
dc.description.resumoEsta tese estuda a HISTÓRIA AMBIENTAL da África do Sul e do Brasil no contexto do extrativismo minerário cis-atlântico, analisando os impactos de desastres ecotecnológicos decorrentes de rupturas de barragens de rejeitos. O estudo do período de 2010 a 2025 avalia a hipótese da pertinência atual do discurso proferido por Salvador Allende na ONU, em 1972, a respeito da agressão corporativa transnacional aos Estados democráticos para a viabilização do extrativismo em larga escala. Por meio de uma abordagem multimétodos e de perspectiva analítica cis-atlântica, que integra Diagnóstico Participativo, ciência de redes e modelagem estatística, a tese confirma a atualidade das premissas de Allende sobre os desafios à soberania em nações minerodependentes. As investigações centram-se nos casos de Jagersfontein e Soweto, na África do Sul, e de Aurizona, no Maranhão, Brasil, identificando como os interesses corporativos atualizam práticas de ocupação, silenciamento e externalização de riscos, reeditando métodos originados na história colonial. Examinam-se o controle neocolonial, a minerosubserviência e as assimetrias estruturais operadas por coerção, ecocídio e epistemicídio, evidenciando a intencionalidade da ocupação territorial, fuga de capitais e omissão na fiscalização estatal. A pesquisa mobiliza conceitos de capitaloceno, desumanização, necroengenharia e racismo ambiental, conferindo ênfase ao haitianismo e ao subsídio oculto caracterizado pelo trabalho expropriado de mulheres na economia do cuidado diante da dispersão de elementos contaminantes e da degradação ecossistêmica. Ao sistematizar dados da mineração neoliberal nos territórios pesquisados, reconhece o caráter fundamental da ciência para a interpretação dos processos e de seus atores e identifica o uso de ferramentas de gestão ambiental para dissimular a realidade empírica da atividade extrativista perante métricas de mercado. Evidenciam-se impactos ecotóxicos e rotas transnacionais de circulação da riqueza mineral articuladas por cadeias mercantis que operam a elusão da conformidade normativa (compliance) e a evasão de valor e de soberania, enquanto a morte lenta permanece localizada nas comunidades atingidas. A atribuição de responsabilidade objetiva às corporações é traduzida em parâmetros quantificáveis por meio de duas equações inéditas: a primeira estipula o “salário do cuidado” destinado às mulheres residentes nos epicentros dos desastres; a segunda estabelece métrica de Obrigatoriedade Objetiva da Dívida Socioambiental (DSA) para reparação integral de impactos - dos danos morais coletivos, à Natureza, futuros e indiretos. Por fim, exploram-se tratados e acordos firmados por esses países, delineando possibilidades para uma HISTÓRIA AMBIENTAL soberana, fundamentada na cooperação descolonial face à transição energética global. A tese reconhece a resiliência dos territórios subalternizados que, por meio de conhecimentos ancestrais e do compromisso com a regeneração ecológica e de seus povos, articulam reexistência e projetam o futuro como um capítulo de emancipação local.por
dc.description.abstractThis thesis examines the ENVIRONMENTAL HISTORY of South Africa and Brazil in the context of cis-Atlantic mining extractivism, analyzing the impacts of ecotechnological disasters resulting from tailings dam failures. The study covers the period from 2010 to 2025 and assesses the hypothesis that the address delivered by Salvador Allende to the United Nations in 1972 remains relevant with regard to transnational corporate aggression against democratic states in order to enable large-scale extractivism. Using a multimethod approach and a cis-Atlantic analytical perspective that integrates Participatory Diagnosis, network science, and statistical modeling, the thesis confirms the continued relevance of Allende’s premises concerning challenges to sovereignty in mining-dependent nations. The investigations focus on the cases of Jagersfontein and Soweto in South Africa and Aurizona in Maranhão, Brazil, identifying how corporate interests renew practices of occupation, silencing, and risk externalization, thereby reproducing methods rooted in colonial history. The thesis examines neocolonial control, mining subservience, and structural asymmetries sustained through coercion, ecocide, and epistemicide, revealing the intentionality of territorial occupation, capital flight, and state oversight omissions. The research draws on the concepts of the Capitalocene, dehumanization, necroengineering, and environmental racism, with particular emphasis on Haitianism and the hidden subsidy constituted by women’s expropriated labor in the care economy in the face of the dispersal of contaminants and ecosystem degradation. By systematizing data on neoliberal mining in the territories studied, the research recognizes the fundamental role of science in interpreting processes and their actors and identifies the use of environmental management tools to conceal the empirical reality of extractive activity when assessed against market metrics. The analysis highlights ecotoxic impacts and the transnational routes through which mineral wealth circulates, structured by commodity chains that enable the circumvention of regulatory compliance requirements and the flight of value and sovereignty, while slow death remains localized within affected communities. The imposition of strict liability on corporations is translated into quantifiable parameters through two novel equations: the first establishes a “care wage” for women living at the epicenters of the disasters; the second establishes the Objective Obligation of Socio-Environmental Debt (DSA) metric for the full reparation of impacts, including collective non-pecuniary damages and future and indirect damages. Finally, the thesis examines treaties and agreements concluded by these countries, outlining possibilities for a sovereign ENVIRONMENTAL HISTORY grounded in decolonial cooperation in the face of the global energy transition. The thesis recognizes the resilience of subalternized territories, which, through ancestral knowledge and a commitment to ecological regeneration and to that of their peoples, articulate their re-existence and envision the future as a chapter of local emancipation.eng
dc.description.abstractEsta tesis estudia la HISTORIA AMBIENTAL de Sudáfrica y Brasil en el contexto del extractivismo minero cisatlántico, analizando los impactos de los desastres ecotecnológicos derivados de rupturas de presas de relaves. El estudio abarca el período comprendido entre 2010 y 2025 y evalúa la hipótesis de la vigencia actual del discurso pronunciado por Salvador Allende ante la ONU en 1972, relativo a la agresión corporativa transnacional contra los Estados democráticos para viabilizar el extractivismo a gran escala. Mediante un enfoque multimétodo y una perspectiva analítica cisatlántica que integra el Diagnóstico Participativo, la ciencia de redes y la modelización estadística, la tesis confirma la actualidad de las premisas de Allende acerca de los desafíos a la soberanía en las naciones minerodependientes. Las investigaciones se centran en los casos de Jagersfontein y Soweto, en Sudáfrica, y de Aurizona, en Maranhão, Brasil, e identifican cómo los intereses corporativos actualizan prácticas de ocupación, silenciamiento y externalización de riesgos, reproduciendo métodos originados en la historia colonial. Se examinan el control neocolonial, la minerosubserviencia y las asimetrías estructurales operadas mediante la coerción, el ecocidio y el epistemicidio, poniendo de manifiesto la intencionalidad de la ocupación territorial, la fuga de capitales y la omisión en la fiscalización estatal. La investigación moviliza los conceptos de capitaloceno, deshumanización, necroingeniería y racismo ambiental, con especial énfasis en el haitianismo y en el subsidio oculto constituido por el trabajo expropiado de las mujeres en la economía del cuidado frente a la dispersión de elementos contaminantes y la degradación ecosistémica. Al sistematizar los datos de la minería neoliberal en los territorios investigados, la investigación reconoce el carácter fundamental de la ciencia para la interpretación de los procesos y de sus actores e identifica el uso de herramientas de gestión ambiental para disimular la realidad empírica de la actividad extractivista ante las métricas de mercado. Se evidencian los impactos ecotóxicos y las rutas transnacionales de circulación de la riqueza mineral, articuladas por cadenas mercantiles que posibilitan la elusión del cumplimiento normativo y la evasión de valor y soberanía, mientras la muerte lenta permanece localizada en las comunidades afectadas. La atribución de responsabilidad objetiva a las corporaciones se traduce en parámetros cuantificables mediante dos ecuaciones inéditas: la primera estipula el – salario del cuidado – destinado a las mujeres residentes en los epicentros de los desastres; la segunda establece la métrica de Obligatoriedad Objetiva de la Deuda Socioambiental (DSA) para la reparación integral de los impactos, incluidos los daños morales colectivos y los daños futuros, a la Naturaleza, e indirectos. Por último, se examinan los tratados y acuerdos suscritos por ambos países, delineando posibilidades para una HISTORIA AMBIENTAL soberana, fundamentada en la cooperación decolonial frente a la transición energética global. La tesis reconoce la resiliencia de los territorios subalternizados que, mediante conocimientos ancestrales y el compromiso con la regeneración ecológica y la de sus pueblos, articulan su reexistencia y proyectan el futuro como un capítulo de emancipación local.spa
dc.description.abstractCette thèse étudie l’HISTOIRE ENVIRONNEMENTALE de l’Afrique du Sud et du Brésil dans le contexte de l’extractivisme minier cisatlantique, en analysant les impacts des désastres écotechnologiques résultant de ruptures de barrages de résidus miniers. L’étude couvre la période comprise entre 2010 et 2025 et évalue l’hypothèse de la pertinence actuelle du discours prononcé par Salvador Allende à l’ONU en 1972 au sujet de l’agression des entreprises transnationales contre les États démocratiques afin de rendre possible l’extractivisme à grande échelle. Au moyen d’une approche multiméthode et d’une perspective analytique cisatlantique intégrant le Diagnostic participatif, la science des réseaux et la modélisation statistique, la thèse confirme l’actualité des prémisses d’Allende concernant les défis posés à la souveraineté dans les nations minéro-dépendantes. Les recherches portent sur les cas de Jagersfontein et de Soweto, en Afrique du Sud, ainsi que sur celui d’Aurizona, dans l’État du Maranhão, au Brésil, et montrent comment les intérêts des entreprises réactualisent des pratiques d’occupation, de réduction au silence et d’externalisation des risques, reproduisant ainsi des méthodes issues de l’histoire coloniale. La recherche examine le contrôle néocolonial, la minéro-servilité et les asymétries structurelles mises en œuvre par la coercition, l’écocide et l’épistémicide, mettant en évidence l’intentionnalité de l’occupation territoriale, la fuite des capitaux et l’omission dans le contrôle étatique. Elle mobilise les concepts de capitalocène, de déshumanisation, de nécroingénierie et de racisme environnemental, en mettant particulièrement l’accent sur l’haïtianisme et sur la subvention cachée constituée par le travail exproprié des femmes dans l’économie du care face à la dispersion des éléments contaminants et à la dégradation écosystémique. En systématisant les données relatives à l’exploitation minière néolibérale dans les territoires étudiés, la recherche reconnaît le caractère fondamental de la science pour l’interprétation des processus et de leurs acteurs et identifie l’usage d’outils de gestion environnementale visant à dissimuler la réalité empirique de l’activité extractiviste au regard des métriques du marché. Sont mis en évidence les effets écotoxiques et les routes transnationales de circulation de la richesse minérale, structurées par des chaînes marchandes qui permettent le contournement des obligations de conformité ainsi que la fuite de valeur et de souveraineté, tandis que la mort lente demeure localisée dans les communautés touchées. L’attribution d’une responsabilité objective aux entreprises est traduite en paramètres quantifiables au moyen de deux équations inédites: la première fixe le – salaire du care – destiné aux femmes résidant dans les épicentres des catastrophes; la seconde établit la métrique de l’Obligation objective de la dette socioenvironnementale (DSA) en vue de la réparation intégrale des impacts, y compris les préjudices moraux collectifs ainsi que les préjudices futurs, à la nature et indirects. Enfin, les traités et accords conclus par ces pays sont examinés, ce qui permet d’esquisser les possibilités d’une HISTOIRE ENVIRONNEMENTALE souveraine, fondée sur la coopération décoloniale face à la transition énergétique mondiale. La thèse reconnaît la résilience des territoires subalternisés qui, grâce aux savoirs ancestraux et à l’engagement en faveur de la régénération écologique et de celle de leurs peuples, articulent leur réexistence et projettent l’avenir comme un chapitre d’émancipation locale.fra
dc.description.provenanceSubmitted by Maria Aparecida (cidazen@gmail.com) on 2026-08-21T18:50:50Z No. of bitstreams: 1 DULCE MARIA PEREIRA.pdf: 18585724 bytes, checksum: fe3b144b2f67aa9a75e2bcd482623c38 (MD5)eng
dc.description.provenanceMade available in DSpace on 2026-08-21T18:50:50Z (GMT). No. of bitstreams: 1 DULCE MARIA PEREIRA.pdf: 18585724 bytes, checksum: fe3b144b2f67aa9a75e2bcd482623c38 (MD5) Previous issue date: 2026-07-03eng
dc.description.sponsorshipCAPESpor
dc.formatapplication/pdf*
dc.languageporpor
dc.publisherUniversidade Federal do Maranhãopor
dc.publisher.departmentDEPARTAMENTO DE HISTÓRIA/CCHpor
dc.publisher.countryBrasilpor
dc.publisher.initialsUFMApor
dc.publisher.programPROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM HISTÓRIA/CCHpor
dc.rightsAcesso Abertopor
dc.subjectDesastres ecotecnológicos;por
dc.subjectMulheres e racismo ambiental;por
dc.subjectConexões minerárias cis-atlânticas e Estados minerodependentes;por
dc.subjectCorporações Transnacionais;por
dc.subjecthaitianismo e cadeias mercantis;por
dc.subjectCapitaloceno;por
dc.subjectdesumanização e necroengenhariapor
dc.subjectEcotechnological disasters;eng
dc.subjectWomen and environmental racism;eng
dc.subjectCis-Atlantic mining connections and mining-dependent states;eng
dc.subjectTransnational corporations;eng
dc.subjectHaitianism and commodity chains;eng
dc.subjectCapitalocene;eng
dc.subjectdehumanization and necroengineeringeng
dc.subjectDesastres ecotecnológicos;spa
dc.subjectMujeres y racismo ambiental;por
dc.subjectConexiones mineras cisatlánticas y Estados minerodependientes;por
dc.subjectCorporaciones transnacionales;por
dc.subjecthaitianismo y cadenas mercantiles;por
dc.subjectCapitaloceno;por
dc.subjectdeshumanización y necroingenieríapor
dc.subjectCatastrophes écotechnologiques;fra
dc.subjectFemmes et racisme environnemental;fra
dc.subjectConnexions minières cisatlantiques et États minéro-dépendants;fra
dc.subjectEntreprises transnationales;fra
dc.subjecthaïtianisme et chaînes marchandes;fra
dc.subjectCapitalocène;fra
dc.subjectdéshumanisation et nécro-ingénieriefra
dc.subject.cnpqHistória Moderna e Contemporâneapor
dc.titleHistória Ambiental e Desastres em Duas Nações Atlânticas: Conexões, Transnacionais e Mineração na África do Sul e no Brasilpor
dc.title.alternativeEnvironmental History and Disasters in Two Atlantic Nations: Connections, Transnational Aspects, and Mining in South Africa and Brazileng
dc.title.alternativeHistoria ambiental y desastres en dos naciones atlánticas: conexiones, aspectos transnacionales y minería en Sudáfrica y Brasilspa
dc.title.alternativeHistoire environnementale et catastrophes dans deux nations atlantiques : connexions, aspects transnationaux et activité minière en Afrique du Sud et au Brésilfra
dc.typeTesepor
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