@MASTERSTHESIS{ 2026:626296143, title = {SISTEMA DE SAÚDE NO MARANHÃO: O PÚBLICO E O PRIVADO SOB A PERSPECTIVA DE GESTORES, GERENTES, EMPRESÁRIOS E PROFISSIONAIS DE SAÚDE}, year = {2026}, url = "https://tedebc.ufma.br/jspui/handle/tede/6923", abstract = "Esta tese investiga as interações entre o sistema público e o subsistema privado de saúde no Maranhão, a partir das perspectivas de gerentes, gestores, profissionais de saúde e empresários. O olhar situado a partir de diferentes posições “no sistema” e a reflexão desses agentes sobre suas práticas laborais cotidianas, contribuíram para a compreensão de tensões na relação público-privada, especialmente quanto à articulação dos entes federativos, à gestão de recursos humanos, à atuação de Organizações Sociais de Saúde (OSS) e à expansão das Clínicas Populares de Saúde na capital do estado. A análise das questões a partir do entrelaçamento das linhas que articulam caminhos percorridos pelos agentes permitiu problematizar questões enunciadas em nível local-regional ao seu contexto. Ancorada nas Ciências Sociais e Humanas em Saúde, a pesquisa utilizou métodos mistos, combinando entrevistas semiestruturadas e georreferenciamento na capital, São Luís. Os resultados evidenciam tensões entre o Sistema Único de Saúde (SUS) e o setor privado, impulsionadas pela expansão seletiva do mercado e pela sobrecarga da rede pública. Na pesquisa, OSS e Clínicas Populares de Saúde, que têm uma condição de dependência do setor público, são apresentadas por seus representantes como alternativas para demandas não atendidas no SUS. Os participantes destacaram que a Atenção Primária à Saúde (APS) tem sido fortemente afetada por políticas hospitalocêntricas, com impactos na fragmentação das Redes de Atenção à Saúde (RAS), na precarização dos vínculos de trabalho e sobrecarga hospitalar mesmo com a expansão da média complexidade no interior. Esse cenário se desenvolve em um contexto no qual o estado do Maranhão tem progressivamente aberto espaço, no âmbito do SUS, para a atuação de estruturas privadas na prestação de serviços assistenciais e na gestão hospitalar. Por meio do georreferenciamento, foi demonstrado que a expansão das Clínicas Populares de Saúde não é aleatória; essas empresas ocupam áreas de alta densidade populacional no centro e em algumas periferias de São Luís, situando-se próximas às Unidades Básicas de Saúde (UBS). Nesse sentido, no território coexistem ações em que o valor da saúde é diferente: como direito universal e, como ativo econômico, cujo acesso é mediado por pagamento. A análise identifica a ampliação da presença privada na assistência e na gestão do SUS, reconfigurando o cuidado e tensionando a saúde como direito diante de sua mercantilização.", publisher = {Universidade Federal do Maranhão}, scholl = {PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM SAÚDE COLETIVA/CCBS}, note = {DEPARTAMENTO DE SAÚDE PÚBLICA/CCBS} }