@MASTERSTHESIS{ 2026:1215693211, title = {ESPACIALIZAÇÃO, TENDÊNCIA TEMPORAL E FATORES ASSOCIADOS À MORTALIDADE FEMININA POR CÂNCER DE MAMA NA AMAZÔNIA LEGAL}, year = {2026}, url = "https://tedebc.ufma.br/jspui/handle/tede/6924", abstract = "Objetivo: Analisar a dinâmica espacial, a tendência temporal e os fatores associados à mortalidade feminina por câncer de mama na Amazônia Legal brasileira. Método: Trata-se de um estudo ecológico sobre a mortalidade por câncer de mama em mulheres com 20 anos ou mais de idade. Incluíram-se registros de óbitos ocorridos na Amazônia Legal entre 2014 e 2023, coletados no período de janeiro a maio de 2025. As fontes de dados da pesquisa foram: TABNET/DATASUS, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, Atlas de Desenvolvimento Humano do Brasil e IPS Brasil. A taxa de mortalidade foi padronizada pelo método direto (TMP), tendo como base a população feminina obtida no censo demográfico realizado no ano de 2022, com correção para causas mal definidas. As unidades ecológicas para análise temporal foram os estados e para a espacialização foram as regiões de saúde (RS). A tendência temporal da proporção das características sociodemográficas e da TMP foi avaliada por regressão por pontos de inflexão (Joinpoint Regression), estimando as variações percentuais anuais (APC - Annual Percent Change). A análise espacial foi realizada com avaliação dos Índices de Moran Global, Local (LISAMap) e varredura espaçotemporal (Scan). A associação entre a variável dependente (TMP) e os indicadores socioeconômicos e assistenciais, segundo referencial dos Determinantes Sociais da Saúde (DSS), ocorreu mediante as regressões: linear multivariada (OLS), Spatial Erro (SEM) e Spatial Lag (SAR). Resultados: Foram registrados 12.034 óbitos no período. A TMP média para a Amazônia Legal foi de 18,6 por 100 mil mulheres e os estados com maior destaque foram: Mato Grosso (TMP=21,7), Amazonas (TMP=21,4) e Roraima (TMP=20,3). Observou-se tendência crescente na Amazônia Legal (APC=2,17), Maranhão (APC=1,85) e Roraima (APC=9,97), bem como para os seguintes grupos: idade ≥80 anos, com 8 ≤ anos de estudo, separadas e pretas após 2020. Em contrapartida, identificaram-se tendências de queda entre em mulheres de 30-39 anos a partir de 2018 e de 40-49 anos, com 0-3 anos de estudo e casadas. Constatou-se autocorrelação espacial significativa (I=0,218; p=0,002), e análise local indicou clusters “Alto-Alto” no Mato Grosso, “Baixo-Baixo” no Maranhão, Pará e Amazonas, e outliers em áreas de transição epidemiológica. A varredura espaçotemporal identificou 10 clusters, sendo 4 de proteção no Maranhão, Tocantins, Pará, Roraima, Amazonas e Acre, e 6 de risco no Mato Grosso, Roraima, Amazonas e Pará. Houve associação positiva da TMP sob a taxa de envelhecimento (β=0,899), renda domiciliar per capita (β=0,022) e número de enfermeiros (β=0,004), e efeito inverso da expectativa de anos de estudo (β=-2,101). Conclusão: As disparidades geográficas e temporais identificadas nos padrões de mortalidade evidenciam a importância dos DSS, ressaltando a necessidade de políticas públicas mais direcionadas para a melhoria do acesso aos serviços de saúde.", publisher = {Universidade Federal do Maranhão}, scholl = {PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ENFERMAGEM/CCBS}, note = {COORDENAÇÃO DO CURSO DE ENFERMAGEM/CCBS} }