@MASTERSTHESIS{ 2026:1921950408, title = {O ensino de epidemiologia nos cursos de graduação em Enfermagem do Brasil}, year = {2026}, url = "https://tedebc.ufma.br/jspui/handle/tede/6937", abstract = "Introdução: A Epidemiologia é base formativa essencial para os(as) enfermeiros(as). Contudo, ainda existem lacunas significativas no conhecimento sobre a oferta da disciplina nos cursos de Enfermagem das instituições de ensino superior brasileiras. Objetivo: Analisar o ensino de Epidemiologia nos projetos pedagógicos dos cursos de bacharelado em Enfermagem de instituições públicas no Brasil. Metodologia: Estudo transversal, de base documental e abordagem quali-quantitativa. Os dados foram coletados dos Projetos Pedagógicos dos Cursos de Enfermagem das Instituições de Ensino Superior públicas do Brasil. Foram incluídos 124 cursos, distribuídos em 87 instituições de ensino superior, reconhecidas e cadastradas no sistema e-MEC, com nota igual ou superior a 03 (três) no ENADE 2023 e projeto pedagógico disponível para consulta. A análise dos dados quantitativos utilizou estatística descritiva com o apoio dos softwares Microsoft Excel e RStudio, e na etapa qualitativa realizou-se análise de conteúdo proposta por Bardin, com auxílio do software IRaMuTeQ na fase de codificação, categorização dos dados e criação de classes temáticas. Resultados: As análises indicaram que o ensino de Epidemiologia está presente em todos os cursos. Contudo, há grande diversidade na forma de sua organização curricular. Na maioria das instituições, a disciplina é específica (72,2%), enquanto em outras (27,8%) é integrada a eixos temáticos voltados à Saúde Coletiva: Bioestatística e Vigilância em Saúde. Outras variações envolvem a carga horária, o ano de oferta e os tipos de referências utilizados. Por meio da análise de conteúdo, emergiram três classes temáticas. Predominaram termos relacionados às classes dos indicadores, medidas e análise epidemiológica (49%); e do ensino da Epidemiologia aplicado ao planejamento, à gestão e à ação em saúde (38,6%); ao passo que expressões ligadas a classe dos agravos e determinantes do processo saúde-doença em saúde coletiva aparecem de forma menos frequente (12,4%). As classes temáticas apresentaram diferenças regionais estatisticamente significantes (p-valor = 0,012). A classe da dimensão teórico-descritiva da disciplina foi a mais prevalente nos cursos do país (73,0%), sendo o modelo de ensino mais adotado nas regiões Norte e Nordeste. Abordagens voltadas ao planejamento e à gestão em saúde, de forma isolada ou integrada, à aplicabilidade quantitativa da disciplina foram mais predominantes nas regiões Centro-oeste, Sudeste e Sul. Em apenas cinco cursos do país identificou-se no ementário todas as classes temáticas. Conclusão: O estudo indica heterogeneidade no ensino de Epidemiologia nos cursos de Enfermagem públicos do Brasil. Os achados indicam que, embora a oferta da disciplina esteja presente em todos os cursos analisados, há variação na organização curricular e predominância de uma abordagem conceitual e técnico-operacional nos ementários, em detrimento da discussão sobre os agravos de saúde coletiva. Essa condição pode representar um desafio para a formação integral do(a) enfermeiro(a). A incorporação e integração das classes temáticas, a oferta ao longo do curso e o aprofundamento crítico-analítico da disciplina nos diferentes ciclos formativos emergem como estratégias de fortalecimento da visão ampliada da Epidemiologia e rompimento da fragmentação do ensino nos cursos de graduação em Enfermagem no Brasil.", publisher = {Universidade Federal do Maranhão}, scholl = {PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ENFERMAGEM/CCBS}, note = {DEPARTAMENTO DE ENFERMAGEM/CCBS} }