@MASTERSTHESIS{ 2026:1310104980, title = {Estudo clínico randomizado comparativo entre bloqueio de plexo braquial via interescalênico e costoclavicular quanto aos efeitos respiratórios e analgésicos em paciente submetidos à artroscopia de ombro}, year = {2026}, url = "https://tedebc.ufma.br/jspui/handle/tede/7048", abstract = "Introdução: O bloqueio interescalênico (BIE) é considerado padrão-ouro para analgesia em artroscopia de ombro, proporcionando excelente controle da dor pósoperatória. Entretanto, apresenta limitação significativa devido à paralisia hemidiafragmática, resultando em comprometimento respiratório. O bloqueio costoclavicular (BCC), técnica mais recente, oferece alternativa potencialmente mais segura ao permitir acesso aos fascículos do plexo braquial em posição mais distante do nervo frênico. Objetivo: Comparar a prevalência de paralisia diafragmática entre o bloqueio de plexo braquial via costoclavicular e via interescalênica no pós-operatório de artroscopia de ombro, avaliando os efeitos analgésicos e o perfil de segurança respiratória. Metodologia: Ensaio clínico prospectivo, randomizado e duplo-cego, realizado com 92 pacientes (18-80 anos, ASA I-III) submetidos a artroscopia de ombro. Os participantes foram randomizados em Grupo BCC (n=46) e Grupo BIE (n=46), recebendo 20 mL de ropivacaína 0,375% guiada por ultrassonografia. O desfecho primário foi paralisia hemidiafragmática avaliada por ultrassonografia aos 30 minutos pós-bloqueio, 30 minutos e 180 minutos pós-anestesia. Desfechos secundários incluíram escores de dor em 48 horas, tempo até primeira queixa álgica, consumo de morfina e complicações. Análise estatística no SPSS 26, considerando p<0,05. Resultados: O BCC demonstrou incidência significativamente menor de paralisia hemidiafragmática em todos os momentos: 30 minutos após-bloqueio (56,5% vs. 91,3%, p<0,001), 30 minutos (47,8% vs. 91,3%, p<0,001) e 180 minutos apósadmissão na SRPA (47,8% vs. 91,3%, p<0,001). Porém, o grupo BCC apresentou maior consumo inicial de morfina (p=0,008) e escores de dor superiores na admissão da SRPA (p=0,002) e alta da recuperação pós anestésica (p=0,012). Não houve diferenças nos escores de dor nos demais momentos, no tempo até primeira queixa álgica nem nas complicações. Ambas as técnicas obtiveram 100% de satisfação. Conclusão: O BCC demonstrou vantagem na preservação da função respiratória, configurando-se como uma alternativa mais segura para pacientes com comorbidades respiratórias. Embora tenha apresentado maior necessidade inicial de resgate analgésico, a equivalência analgésica observada posteriormente valida o BCC como uma técnica eficaz.", publisher = {Universidade Federal do Maranhão}, scholl = {PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM SAÚDE DO ADULTO}, note = {COORDENAÇÃO DO CURSO DE MEDICINA/CCBS} }