@MASTERSTHESIS{ 2026:1705757538, title = {SÍNTESE VERDE E CARACTERIZAÇÃO DE NANOPARTÍCULAS DE PRATA UTILIZANDO PRÓPOLIS VERMELHA AMAZÔNICA PROVENIENTE DO PARÁ}, year = {2026}, url = "https://tedebc.ufma.br/jspui/handle/tede/7053", abstract = "A própolis é um material resinoso produzido pelas abelhas da espécie Apis mellifera, é amplamente utilizada na medicina popular devido às suas propriedades antioxidantes, antiinflamatórias e antimicrobianas. Nos últimos anos, seu potencial tem sido explorado na nanotecnologia, especialmente na síntese verde de nanopartículas metálicas, como as de prata (AgNPs), que apresentam ampla atividade antimicrobiana e capacidade de interação com estruturas microbianas. Diante do avanço da resistência bacteriana aos antibióticos convencionais, a integração entre própolis e nanotecnologia verde surge como uma estratégia promissora para o desenvolvimento de novos agentes antimicrobianos de origem natural. Diante disso, este estudo realizou a síntese verde de nanopartículas de prata utilizando o extrato hidroalcoólico de própolis vermelha amazônica como agente redutor e estabilizante dos íons prata. A própolis vermelha amazônica foi avaliada quanto ao seu potencial redutor por meio da determinação de compostos fenólicos totais, flavonoides e atividade antioxidante. O extrato apresentou elevado teor de compostos fenólicos totais (228,6 ± 11,3 mg EAG/g) e flavonoides (131,9 ± 5,5 mg EQ/g), além de expressiva atividade antioxidante no ensaio DPPH (CE50 = 22,2 µg/mL). A caracterização química por HPLC revelou a presença de isoflavonoides como calicosina, formononetina e vestitol, compostos associados à capacidade redutora do extrato. Com base nessas propriedades, foi realizada a síntese verde de nanopartículas de prata com própolis vermelha (nAgPVA). As condições de síntese foram otimizadas por meio do delineamento experimental Box–Behnken Design (BBD). A formação das nanopartículas foi acompanhada por espectroscopia UV–Vis, na qual a síntese 3 apresentou banda de absorção plasmônica em aproximadamente 425 nm após 24h de reação. A caracterização físico-química por espalhamento dinâmico de luz (DLS) indicou diâmetro hidrodinâmico médio de 91,3 a 534,3 nm, enquanto o potencial zeta de −4,7 a −27,2 mV sugerindo estabilidade elétrica moderada das dispersões. Nos ensaios microbiológicos, as nAgPVA apresentaram atividade antibacteriana frente às cepas Staphylococcus aureus e Pseudomonas aeruginosa, com concentrações inibitórias mínimas variando entre 15,3 e 49,3 mg/L. Além disso, a avaliação de citotoxicidade em fibroblastos GM-07492ª não indicou citotoxidade celular nas condições testadas. Os resultados demonstram que a própolis vermelha amazônica constitui uma matriz natural eficiente para a obtenção de nanopartículas com potencial antibacteriano e baixa citotoxidade para células normais, destacando-se como alternativa sustentável no enfrentamento da resistência bacteriana.", publisher = {Universidade Federal do Maranhão}, scholl = {PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM SAÚDE E TECNOLOGIA}, note = {COORDENACAO DO CURSO DE LICENCIATURAS EM CIENCIAS NATURAIS IMPERATRIZ/CCSST} }