@MASTERSTHESIS{ 2026:867349817, title = {Saúde mental e comportamento físico: prevalência de ansiedade, depressão e estresse e sua relação com o nível de atividade física em universitários de Educação Física da UFMA}, year = {2026}, url = "https://tedebc.ufma.br/jspui/handle/tede/7072", abstract = "Objetivo: Analisar a prevalência dos sintomas de depressão, ansiedade e estresse em discentes do curso de Graduação em Educação Física da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), e investigar a correlação desses sintomas com os níveis de atividade física. Materiais e Métodos: Trata-se de um estudo epidemiológico, observacional e transversal. A população-alvo foram discentes de Graduação em Educação Física da UFMA, com amostra de 225 participantes. A coleta de dados utilizou um questionário eletrônico composto por três instrumentos validados: Questionário de Estratificação Socioeconômica (ABEP): Para classificação econômica. Questionário Internacional de Atividade Física (IPAQ – Versão Curta): Para classificação do nível de atividade física. Escala de Depressão, Ansiedade e Estresse (DASS-21): Para rastreamento dos sintomas de saúde mental. A análise estatística incluiu descritiva e inferencial. A correlação entre o nível de atividade física e os sintomas (DASS-21) foi testada utilizando o teste de correlação de Spearman, com nível de significância de p < 0,05. O estudo foi aprovado eticamente (CAAE 64678022.9.0000.5087). Resultados: A amostra final foi constituída por 225 discentes (138 do sexo masculino e 87 do feminino). Identificou-se um paradoxo alarmante em relação à prática corporal: a prevalência de inatividade física (sedentários + insuficientemente ativos) foi de 71,8% nos homens e 61,6% nas mulheres. Quanto à saúde mental, observou-se um claro dimorfismo de gênero, com as mulheres apresentando frequências significativamente maiores e quadros mais severos de sofrimento psíquico, especialmente em Estresse (66,7% de prevalência geral) e Ansiedade (62,1%). Nos homens, a Ansiedade também foi o sintoma predominante (42%), enquanto o Estresse manteve-se majoritariamente em níveis normais. A Depressão severa/extrema atingiu ambos os grupos de forma similar (~17%). A análise inferencial confirmou correlação estatisticamente significativa (p<0,05) entre o comportamento sedentário e piores desfechos de saúde mental, indicando que os alunos inativos apresentam maiores escores de ansiedade e depressão. Conclusão: Conclui-se que os discentes de Educação Física da UFMA vivem uma contradição acadêmica, caracterizada por altos índices de comportamento sedentário e sofrimento mental, desmistificando a imagem do estudante como inerentemente ativo e saudável. O estudo evidenciou perfis de vulnerabilidade distintos: os homens apresentam maior risco associado à inatividade física, enquanto as mulheres sofrem com uma sobrecarga emocional aguda (ansiedade e estresse). A correlação confirmada entre sedentarismo e piora da saúde mental sugere que a formação teórica não está garantindo o autocuidado, demandando intervenções institucionais urgentes de suporte psicopedagógico e incentivo à prática esportiva dentro da própria graduação.", publisher = {Universidade Federal do Maranhão}, scholl = {PROGRAMA DE PÓS-GRADUACAO EM EDUCAÇÃO FÍSICA}, note = {DEPARTAMENTO DE EDUCAÇÃO FÍSICA/CCBS} }