@MASTERSTHESIS{ 2026:1374857123, title = {Expressão do modo subjuntivo em cartas publicadas em jornais maranhenses dos séculos XIX e XX: um estudo de variação à luz da sociolinguística histórica}, year = {2026}, url = "https://tedebc.ufma.br/jspui/handle/tede/7073", abstract = "Este trabalho objetiva investigar a partir de uma perspectiva histórica, dados de variação da morfologia do subjuntivo e indicativo em cartas pessoais e cartas abertas publicadas em jornais maranhenses, escritos entre os séculos XIX e XX. Especificamente, busca-se verificar se a morfologia do indicativo é usada em contextos em que o esperado, senão prescrito pelas gramáticas tradicionais, é a forma do subjuntivo, podendo, ambas as formas, manifestar os mesmos traços semânticos. Justifica-se a realização deste estudo do ponto de vista que, o subjuntivo, e a possibilidade de variação com a morfologia do indicativo, é objeto de estudo (sobretudo em sua modalidade falada) em diversas regiões do país, mas ainda pouco observado a partir da análise de dados no contexto histórico maranhense. Para isso, vale-se da Teoria da Variação e Mudança Linguística (Labov, 2008[1972]), especialmente a vertente denominada Sociolinguística Histórica (Romaine, 2009[1982]; Mattos e Silva, 2004; 2008; Hernández-Campoy e Conde Silvestre, 2012). Os dados analisados foram extraídos de acordo com a grafia original de textos escritos nos séculos XIX e XX, disponibilizados na Biblioteca Pública Benedito Leite, em seguida, transcritos para uma planilha do excel, e analisados estatisticamente, no programa R (R Core Team, 2025). Os grupos de fatores linguísticos, cuja análise parte daqueles que já são controlados em pesquisas dessa natureza, como orações subordinadas substantivas (classificação da oração, tempo verbal da oração principal, tempo verbal da oração subordinada, carga semântica do verbo da oração principal), adjetivas (classificação da oração, distância do pronome relativo e a forma verbal, animacidade do antecedente) e adverbiais (classificação da oração, tipo de subordinador) e, dentre as extralinguísticas verificaram-se o ano, década e século da publicação de cada documento catalogado. Os resultados apontam que o subjuntivo é produtivo em contextos de orações substantivas e adverbiais, entretanto, não parece se especializar nas orações adjetivas. Assim, para o cruzamento da morfologia do subjuntivo nos três contextos de subordinação, o subjuntivo se mantém em contextos previstos pela gramática normativa, se correlacionando a certos tipos de orações subordinadas, certos tipos de verbos e tipos de subordinadores. Quanto aos gêneros analisados, os resultados gerais apontam para o não favorecimento do subjuntivo nas duas cartas analisadas.", publisher = {Universidade Federal do Maranhão}, scholl = {PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM LETRAS - Campus Bacabal}, note = {DEPARTAMENTO DE LETRAS/CCH} }