@MASTERSTHESIS{ 2026:1418608683, title = {A colonialidade no contexto universitário: as implicações do racismo na subjetividade dos estudantes negros do curso de Medicina da UFMA Campus São Luís – MA}, year = {2026}, url = "https://tedebc.ufma.br/jspui/handle/tede/7091", abstract = "Os saberes discursivos reproduzem uma lógica colonial que utiliza a raça como instrumento de dominação e exploração, sustentada por uma suposta ideia de civilização/modernização. Essa ordem hegemônica legitima desigualdades raciais e sociais e reprime produções culturais e intelectuais que não correspondem ao ideal branco, normalizado e padronizado, nesse contexto, o dispositivo de racialidade atua estrategicamente na produção de sujeitos racializados como inferiores. Historicamente, os espaços de produção intelectual, logo, discursivas, como o ambiente acadêmico, foram dominados pela branquitude em negação das perspectivas negras. Embora a presença negra nas universidades tenha aumentado nos últimos anos, tanto pela busca de novos conhecimentos quanto por ascensão social, isso não elimina as violências racistas, já que as instituições ainda perpetuam dinâmicas que privilegiam determinados grupos em detrimento de outros. Isto posto, esta dissertação investiga de que maneira o racismo decorrente das configurações histórico-estruturais da colonialidade e seus efeitos atravessam a subjetividade de estudantes negros dos cursos de graduação das universidades públicas. Objetiva-se analisar de que maneira o racismo decorrente das configurações histórico-estruturais da colonialidade e seus efeitos atravessam a subjetividade de estudantes negros dos cursos de graduação. O estudo vinculou-se à linha de pesquisa em Cultura, Educação e Tecnologia do Programa de Pós-Graduação em Cultura e Sociedade (PGCult), evidenciando o caráter interdisciplinar ao promover a articulação entre os campos da psicologia, educação, relações raciais e teorias decoloniais. Trata-se de uma pesquisa básica, exploratória, de caráter qualitativa, utilizando do procedimento técnico de pesquisa de campo, na Universidade Federal do Maranhão, com procedimentos bibliográficos, documentais e de campo. Aplicou-se a entrevista de História de Vida com dois discentes negros do curso de Medicina do Campus São Luís, para focar naquilo que é contado pelo indivíduo em seu relato único, buscando explorar como se dá o atravessamento racial histórico estrutural na subjetividade desses estudantes de acordo com seus próprios relatos, com o que sentiu e pensou nos cenários apontados. Realizou-se a leitura e interpretação dos dados por meio da Análise Crítica do Discurso. Os resultados demonstram que o percurso dos estudantes foi marcado por desigualdades e que o ingresso no curso de Medicina revelou um ambiente elitizado, pautado por uma padronização branca que gera não pertencimento. Identificaram-se situações de racismo e lacunas curriculares sobre questões raciais durante todo o curso, o que resultou em impactos psíquicos significativos, como a síndrome de burnout e sentimentos de insuficiência e inadequação. Conclui-se que a graduação é um período atravessado por violências e desigualdades repercutidas do contexto histórico-social das relações raciais no Brasil e o ingresso por ações afirmativas não desmonta o mecanismo de exclusão dela, o que exige uma revisão crítica da organização institucional e dos currículos formativos.", publisher = {Universidade Federal do Maranhão}, scholl = {PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM CULTURA E SOCIEDADE/CCH}, note = {COORDENAÇÃO DO CURSO DE HOTELARIA/CCSO} }