@MASTERSTHESIS{ 2026:1238642849, title = {Os griots e o papel da oralidade em angola: a formação da memória coletiva em Parábola do Cágado Velho, de Pepetela    }, year = {2026}, url = "https://tedebc.ufma.br/jspui/handle/tede/7097", abstract = "A literatura pós-colonial foi extremamente importante para que os escritores angolanos passassem a escrever a sua própria história, agora não mais escrita por um olhar colonial. A escrita passa a ser uma ferramenta extremamente importante de cunho emancipatório e combativo. Foi por meio dela que eles retratavam as guerras, a fome, a independência e os costumes locais que o povo continuava a cultivar. Como parte integrante desse leque de autores, destaca-se Pepetela, o qual, através de suas produções literárias, busca resgatar a história do seu povo oprimida pela chegada da colonização e, em concomitância, revelar traços socio-histórico- culturais que fundamentam seu território. Com um enredo marcado pela oralidade, empregando amplamente o Kimbundo, umas das línguas angolanas, o autor reaviva, valendo-se da memória coletiva, um tempo em que os ensinamentos eram repassados pela figura do mestre, os griots, verdadeiros tecelões ancestrais que possuem o compromisso de conservar o elo entre passado e presente. Com o romance Parábola do Cágado Velho (1996), Pepetela reinscreve a contação de estória pelo paralelo fala e escrita. É com esse romance que o autor assume um compromisso de regresso às origens. A partir de um mergulho em suas vivências, ele propõe uma relação entre homem-cágado, em que o animal é visto como um grande portador de conhecimento, reverenciado como uma entidade religiosa. O cágado seria cultuado como esse grande griot, que detém os valores, princípios e conselhos. Mediante a característica didática de uma parábola, o narrador se vale dessa alegoria para revisitar práticas ancestrais guardadas na memória coletiva de uma sociedade, impactando diretamente na perpetuação desse patrimônio imaterial que é a tradição oral, resgatando identidades e estabelecendo a coesão grupal em um potencial transformador. A relação entre o animal e Ulume simboliza uma comunhão entre a tradição e a sabedoria ancestral, expressando o culto às figuras detentoras de conhecimento. Logo, para a realização deste estudo, de abordagem qualitativa, de cunho bibliográfico e documental, dentro de um campo interdisciplinar, recorre-se a reflexões críticas de estudiosos como: Aimé Césaire (1978), Alain Gheerbrant (2007), Amadou Hampâte Bâ (1987), Ana Mafalda Leite (2020; 2022), Chinua Achebe (1989), Frantz Fanon (2005), Edward Said (1995), Gayatry Chakravorty Spivak (2010), Héli Chatelain (1888-89), Homi K. Bhabha (1998), Honorat Aguéssy (1997), Inocência Mata (2010; 2012; 2014), Jan Vansina (1982), Jean Chevalier (2007), Laura Padilha (1995), Leda Maria Martins (2021), Maurice Halbwachs (2003), Michael Pollak (1992), Pierre Nora (1993), Rita Chaves (1999; 2004; 2005), Stuart Hall (2003), Terry Eagleton (1983).", publisher = {Universidade Federal do Maranhão}, scholl = {PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM CULTURA E SOCIEDADE/CCH}, note = {DEPARTAMENTO DE LETRAS/CCH} }