@MASTERSTHESIS{ 2026:2118582094, title = {Qualidade de vida e laboral dos agentes comunitários de saúde em um município do Maranhão}, year = {2026}, url = "https://tedebc.ufma.br/jspui/handle/tede/7100", abstract = "Os Agentes Comunitários de Saúde desempenham papel central na Estratégia Saúde da Família. Contudo, estão frequentemente expostos a condições laborais adversas e estressores ocupacionais, podendo comprometer sua qualidade de vida e a efetividade da Atenção Primária à Saúde. Este estudo teve como objetivo analisar a qualidade de vida e qualidade de vida no trabalho dos ACS em São José de Ribamar – MA, bem como seus fatores associados. Trata-se de estudo transversal, quantitativo, com 155 participantes, cujos dados foram coletados por questionário semiestruturado abrangendo aspectos sociodemográficos, hábitos de vida e condições de saúde, e instrumentos validados para avaliação da qualidade de vida e qualidade de vida no trabalho. Os dados foram analisados por estatística descritiva e inferencial, com variáveis qualitativas expressas em frequências absolutas e relativas, e variáveis quantitativas, após teste de normalidade de Shapiro-Wilk, apresentadas por mediana e percentis. Observou-se predomínio de mulheres, com idade superior a 50 anos (56,1%) e longa trajetória profissional (mediana 25 anos). Quanto aos hábitos de vida, a maioria não era tabagista (95,5%) e não fazia uso de bebidas alcóolicas (78,6%), enquanto 45,2% referiram prática regular de atividade física. Identificou-se elevada prevalência de excesso de peso (83,3%) e doenças crônicas como hipertensão arterial (32,9%), diabetes mellitus (17,4%) e dislipidemia (24,0%). Os escores de qualidade de vida foram mais elevados nos domínios psicológico e relações sociais (mediana 75,0), intermediário no físico (67,9) e menor no meio ambiente (60,7). A qualidade de vida no trabalho apresentou mediana de 76,0, indicando percepção global satisfatória. Verificou-se associação negativa do domínio físico com idade, número de filhos e famílias acompanhadas, e associação positiva do domínio psicológico com tempo de atuação. O domínio meio ambiente correlacionouse negativamente com o número de filhos, sem associações significativas para relações sociais ou qualidade de vida no trabalho. Na análise multivariada, o número de famílias acompanhadas e a carga familiar mostraram impacto negativo nos domínios físico e ambiental. Conclui-se que, embora os ACS percebam satisfatoriamente sua qualidade de vida laboral, a idade, sobrecarga familiar e número de famílias acompanhadas podem impactar negativamente domínios físicos e ambientais da qualidade de vida desses trabalhadores. Esses achados reforçam a necessidade de políticas de gestão da carga laboral, promoção da saúde ocupacional e estratégias de apoio familiar e psicossocial voltadas a esse grupo profissional.", publisher = {Universidade Federal do Maranhão}, scholl = {PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM REDE - REDE NORDESTE DE FORMAÇÃO EM SAÚDE DA FAMÍLIA/CCBS}, note = {COORDENAÇÃO DO CURSO DE FARMÁCIA/CCBS} }