@MASTERSTHESIS{ 2020:1313808576, title = {INFLUÊNCIA DO MEIO DE ARMAZENAMENTO SOBRE AS PROPRIEDADES FÍSICO QUIMICAS E BIOATIVIDADE DE CIMENTOS ENDODÔNTICOS}, year = {2020}, url = "https://tedebc.ufma.br/jspui/handle/tede/7180", abstract = "Os cimentos biocerâmicos foram introduzidos na endodontia com o objetivo de superar as limitações biológicas que os cimentos endodônticos convencionais apresentam. A literatura atual mostra que os cimentos endodônticos biocerâmicos apresentam boa radiopacidade, fluidez, tempo de trabalho, capacidade de alcalinização do pH, atividade antibacteriana e biocompatibilidade. Entretanto, apresentam como desvantagem solubilidade superior ao padrão exigido ISO 6876/2012, que determina que um cimento endodôntico não deve exceder 3% de perda de massa após imersão em água destilada. Porém, críticas têm sido feitas a essa metodologia já que a água destilada não representa o meio a que de fato esses materiais são expostos. Sendo assim, modificações nos testes de sorção e solubilidade têm sido realizadas utilizando uma solução de fosfato salina (PBS) como meio de armazenamento, concluindo que cimentos biocerâmicos são menos solúveis quando imersos PBS. Especula-se que a menor solubilidade seja justificada pela deposição de uma camada de hidroxiapatita que preenche os espaços vazios gerados pela solubilidade. O presente trabalho propôs avaliar a influência de um meio de armazenamento altamente concentrado (SBF) nas propriedades de sorção, solubilidade, fluid uptake, bioatividade e capacidade de alcalinização do pH de um cimento biocerâmico (BioRoot RCS) e um cimento à base de resina epóxi (AH Plus). Foram confeccionados 24 corpos de prova para cada cimento testado, que posteriormente foram divididos aleatoriamente em 3 grupos experimentais (n=8). Os corpos foram dessecados por 30 dias, pesados e armazenados em recipientes contendo 5ml de água destilada, PBS ou SBF. As leituras de pH e as pesagens foram realizadas após 24 horas, 48 horas, 7, 30, 60 e 90 dias. Para análise da formação de precipitados, 2 espécimes de cada grupo foram selecionados e levados para a observação em microscopia eletrônica de varredura (MEV) e leitura de composição por espectroscopia de energia dispersiva (EDS). Os dados de sorção/solubilidade/fluid uptake foram submetidos a Análise de Variância Two-Way (Solução vs. Cimento) e teste Holm-Sidak (=0.05) para contraste de média. A análise de pH, MEV e EDS, foram realizadas de forma descritiva. O AH Plus não sofreu influência da solução de armazenamento, para todas as propriedades avaliadas (p>0,05). O BioRoot apresentou maior solubilidade quando imerso em SBF, seguido da água e PBS, que não apresentaram diferenças significativas entre si. Houve formação de precipitados na superfície da amostra de BioRoot apenas em PBS e SBF. O AH Plus manteve o pH neutro, enquanto o BioRoot foi capaz de alcalinizar o meio. Portanto, o meio de armazenamento influenciou as propriedades físico-químicas e o potencial bioativo do cimento biocerâmico. Entretanto, testes convencionais de sorção, solubilidade e fluid uptake realizados em água destilada não devem ser indicados para cimentos biocerâmicos, uma vez que estes não apresentam evidências sobre o seu comportamento in vivo e ainda mascaram a sua bioatividade, que o principal diferencial desses materiais.", publisher = {Universidade Federal do Maranhão}, scholl = {PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ODONTOLOGIA/CCBS}, note = {COORDENAÇÃO DO CURSO DE ODONTOLOGIA/CCBS} }