@PHDTHESIS{ 2026:836341131, title = {História Ambiental e Desastres em Duas Nações Atlânticas: Conexões, Transnacionais e Mineração na África do Sul e no Brasil}, year = {2026}, url = "https://tedebc.ufma.br/jspui/handle/tede/7183", abstract = "Esta tese estuda a HISTÓRIA AMBIENTAL da África do Sul e do Brasil no contexto do extrativismo minerário cis-atlântico, analisando os impactos de desastres ecotecnológicos decorrentes de rupturas de barragens de rejeitos. O estudo do período de 2010 a 2025 avalia a hipótese da pertinência atual do discurso proferido por Salvador Allende na ONU, em 1972, a respeito da agressão corporativa transnacional aos Estados democráticos para a viabilização do extrativismo em larga escala. Por meio de uma abordagem multimétodos e de perspectiva analítica cis-atlântica, que integra Diagnóstico Participativo, ciência de redes e modelagem estatística, a tese confirma a atualidade das premissas de Allende sobre os desafios à soberania em nações minerodependentes. As investigações centram-se nos casos de Jagersfontein e Soweto, na África do Sul, e de Aurizona, no Maranhão, Brasil, identificando como os interesses corporativos atualizam práticas de ocupação, silenciamento e externalização de riscos, reeditando métodos originados na história colonial. Examinam-se o controle neocolonial, a minerosubserviência e as assimetrias estruturais operadas por coerção, ecocídio e epistemicídio, evidenciando a intencionalidade da ocupação territorial, fuga de capitais e omissão na fiscalização estatal. A pesquisa mobiliza conceitos de capitaloceno, desumanização, necroengenharia e racismo ambiental, conferindo ênfase ao haitianismo e ao subsídio oculto caracterizado pelo trabalho expropriado de mulheres na economia do cuidado diante da dispersão de elementos contaminantes e da degradação ecossistêmica. Ao sistematizar dados da mineração neoliberal nos territórios pesquisados, reconhece o caráter fundamental da ciência para a interpretação dos processos e de seus atores e identifica o uso de ferramentas de gestão ambiental para dissimular a realidade empírica da atividade extrativista perante métricas de mercado. Evidenciam-se impactos ecotóxicos e rotas transnacionais de circulação da riqueza mineral articuladas por cadeias mercantis que operam a elusão da conformidade normativa (compliance) e a evasão de valor e de soberania, enquanto a morte lenta permanece localizada nas comunidades atingidas. A atribuição de responsabilidade objetiva às corporações é traduzida em parâmetros quantificáveis por meio de duas equações inéditas: a primeira estipula o “salário do cuidado” destinado às mulheres residentes nos epicentros dos desastres; a segunda estabelece métrica de Obrigatoriedade Objetiva da Dívida Socioambiental (DSA) para reparação integral de impactos - dos danos morais coletivos, à Natureza, futuros e indiretos. Por fim, exploram-se tratados e acordos firmados por esses países, delineando possibilidades para uma HISTÓRIA AMBIENTAL soberana, fundamentada na cooperação descolonial face à transição energética global. A tese reconhece a resiliência dos territórios subalternizados que, por meio de conhecimentos ancestrais e do compromisso com a regeneração ecológica e de seus povos, articulam reexistência e projetam o futuro como um capítulo de emancipação local.", publisher = {Universidade Federal do Maranhão}, scholl = {PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM HISTÓRIA/CCH}, note = {DEPARTAMENTO DE HISTÓRIA/CCH} }