@MASTERSTHESIS{ 2026:1324560145, title = {Inquérito nacional de cobertura vacinal infantil e Programa Nacional De Imunização na capital do Maranhão: uma análise comparativa}, year = {2026}, url = "https://tedebc.ufma.br/jspui/handle/tede/7239", abstract = "A cobertura vacinal infantil constitui um dos principais indicadores do desempenho dos sistemas de saúde, por refletir a capacidade de prevenir doenças imunopreveníveis e reduzir a morbimortalidade infantil. No Brasil, essas ações são organizadas pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI), reconhecido historicamente por seus avanços na universalização do acesso às vacinas. Nas últimas décadas, o país tem enfrentado quedas nas coberturas vacinais, aumento do abandono de esquemas multidose, persistência de desigualdades socioeconômicas e fragilidades nos sistemas de informação em saúde, o que compromete o monitoramento e a efetividade das ações de imunização. Este estudo teve como objetivo comparar os indicadores de cobertura vacinal e taxa de abandono obtidos por meio do Inquérito Nacional de Cobertura Vacinal (INCV) com aqueles registrados no Sistema de Informação do Programa Nacional de Imunizações (SI-PNI), no município de São Luís, Maranhão, em crianças menores de um ano nascidas em 2017 e 2018. Trata-se de um estudo descritivo, realizado a partir de dados do INCV, conduzido entre 2020 e 2022, e de registros administrativos do SI-PNI referentes aos anos de 2017 e 2018. A amostra foi composta por 854 crianças residentes na zona urbana de São Luís, distribuídas em quatro estratos socioeconômicos (A, B, C e D). Foram analisadas as coberturas vacinais de imunizantes do calendário infantil do primeiro ano de vida, bem como as taxas de abandono de vacinas que exigem múltiplas doses. Os resultados evidenciaram diferenças entre as coberturas vacinais do INCV e SI-PNI, respectivamente: meningocócica C (2a dose) 92,0% e 71,4%; pentavalente (3a dose) 91,9% e 70,1%; e poliomielite (3a dose) 91,9% e 70,0%; pneumocócica (1o reforço), 90,8% e 65,5%; meningocócica C (1o reforço) 89,3% e 60,7%. As menores coberturas ocorreram nos reforços tardios, como DTP (1o reforço): 65,0% no INCV e 53,1% no SI-PNI. As taxas de abandono foram mais elevadas para vacinas que exigiam múltiplas doses, com redução da adesão entre a primeira e as doses subsequentes, sendo que no SI-PNI, as taxas de abandono registradas foram mais elevadas do que no INCV: vacina pentavalente, 4,1% (INCV) e 18,5% (SI-PNI); poliomielite, 2,0% (INCV) e 18,2% (SI-PNI); rotavírus, 8,6% (INCV) e 22,0 (SI-PNI); vacina meningocócica C, 1,8% (INCV) e 8,3% (SI-PNI) e pneumocócica, 0,7% (INCV) e 10,8% (SI-PNI). Conclui-se que os indicadores de cobertura vacinal e taxa de abandono das vacinas de crianças menores de 01 ano nascidas em 2017/2018 de São Luís/MA, diferiam entre o INCV e o SI-PNI, evidenciando discrepâncias entre as fontes e possível subestimação das coberturas vacinais e superestimação das taxas de abandono das vacinas nos registros administrativos.", publisher = {Universidade Federal do Maranhão}, scholl = {PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM REDE EM SAÚDE DA FAMÍLIA/CCBS}, note = {DEPARTAMENTO DE SAÚDE PÚBLICA/CCBS} }