@MASTERSTHESIS{ 2026:467583395, title = {Estresse térmico em ovinos: zoneamento bioclimático com estimativa da redução do consumo alimentar no estado do maranhão e avaliação da termografia infravermelha ocular}, year = {2026}, url = "https://tedebc.ufma.br/jspui/handle/tede/7203", abstract = "O aquecimento global impõe desafios crescentes à pecuária, tornando o estresse térmico um dos principais fatores limitantes à produtividade e ao bem-estar animal. O objetivo com esta pesquisa foi investigar o risco climático e estratégias de adaptação na produção e bem-estar de ovinos no Maranhão em duas abordagens complementares. No Capítulo I, uma revisão de literatura sobre a temática é apresentada. No Capítulo II, realizou-se o zoneamento bioclimático do Maranhão via cálculo mensal do Índice de Temperatura e Umidade (ITU) e do Índice de Temperatura do Globo Negro e Umidade (ITGU), a partir de dados meteorológicos da plataforma TerraClimate (2014–2024). Utilizou-se modelagem geoestatística via krigagem ordinária para geração de mapas temáticos de distribuição espaço-temporal do risco de estresse térmico (ITU e ITGU) e estimativa de redução do consumo alimentar (RCA) associado. Os resultados evidenciaram elevada suscetibilidade ao estresse térmico anual em todo o território maranhense, com intensificação no segundo semestre, especialmente entre agosto e novembro. As mesorregiões Norte e Leste concentraram os maiores valores de ITU e ITGU, enquanto a mesorregião Sul apresentou a maior aptidão bioclimática relativa. A estimativa de RCA superou 4 kg animal−1 d−1 nas mesorregiões Central e Leste em outubro, evidenciando impactos produtivos severos. No Capítulo III, avaliou-se a eficiência da termografia infravermelha ocular como método não invasivo para detecção do estresse térmico. Seis ovelhas mestiças (Santa Inês × Dorper) foram submetidas a três temperaturas controladas (26, 29 e 34 °C) em câmara climática, com mensuração de frequência cardíaca (FC), temperatura retal (TR), além de parâmetros produtivos e temperaturas termográficas das regiões de interesse (ROI): ocular, pupilar e do saco lacrimal. A exposição a 34 °C provocou aumentos significativos da FR e da TR, como respostas termorregulatórias. Houve reduções no ganho de peso (21%) e no consumo de matéria seca (38%) e aumento na ingestão de água (39%). As temperaturas termográficas dos ROI responderam progressivamente ao incremento térmico. A temperatura ocular destacou-se como a estimativa mais acurada e concordante com a TR, demonstrando ser um método não invasivo, prático para o monitoramento do estresse térmico em ovinos.", publisher = {Universidade Federal do Maranhão}, scholl = {PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM CIÊNCIA ANIMAL (25.06)/CCAA}, note = {COORDENACAO DO CURSO DE ZOOTECNIA/CCAA} }